As crenças de saúde compensatórias e o comportamento sedentário dos idosos: estudo qualitativo
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v37i37.71984Resumo
O objetivo do estudo foi compreender de que forma é que as crenças de saúde compensatórias podiam determinar o comportamento sedentário dos idosos praticantes de exercício físico regulamente. Foram selecionados dez idosos (67,8 ± 3.9) e os dados foram recolhidos através de uma entrevista semiestruturada. A análise dos dados foi realizada a partir de um processo indutivo e dedutivo. Os resultados mostraram que as crenças dos idosos sobre as consequências do comportamento sedentário na saúde estavam em conflito com as suas ações comportamentais, sugerindo uma dissonância cognitiva. Nesse sentido, os idosos podem evitar os sentimentos de culpa acerca do excesso de tempo que passam sentados, ativando as crenças de saúde compensatórias. Desta forma, os idosos acreditavam que o tempo que passavam sentados podia ser compensado através da prática de exercício físico. No entanto, os idosos demonstraram uma motivação extrínseca para a prática de atividades físicas e, também, mostraram que a realização do comportamento compensatório (prática de exercício físico) era apoiada pelo desenvolvimento de uma intenção em o realizar. Contundo, os idosos mostraram que o desejo em estarem sentados era mais forte do que o objetivo de serem fisicamente ativos.
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