A independência funcional e a sua relação com fatores sociodemográficos, clínicos e de integração social em doentes com traumatismo medular em Cali
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v79.118290Palavras-chave:
Independência funcional, integração social, lesões da medula espinal, reabilitação, traumatismo da medula espinalResumo
Introdução: O traumatismo da medula espinal (TME) é uma condição altamente incapacitante que afeta a mobilidade, a autonomia e a participação social, para além de gerar repercussões físicas, emocionais e económicas. A independência funcional representa um objetivo central nos processos de reabilitação, que varia entre as pessoas da TME e pode condicionar a sua integração comunitária.
Objectivo: Avaliar os factores sociodemográficos, clínicos e de participação relacionados com a independência funcional em doentes com TME atendidos num hospital de Cali, Colômbia.
Metodologia: Estudo transversal analítico realizado entre julho e setembro de 2024 com doentes com TME seguidos num hospital de terceiro nível. São recolhidas variáveis sociodemográficas e clínicas através de questionários e registos médicos. A independência funcional foi avaliada com a escala SCIM-III e a integração social com o PART-O-17.
Resultados: A exposição foi constituída por 41 doentes, na sua maioria homens jovens de baixos recursos com lesões medulares completas. A independência funcional resultou moderada (55,12) e foi determinada pelo nível e tipo de lesão, não havendo associação com fatores sociodemográficos. A integração social foi baixa (30,82) onde predominaram as atividades individuais.
Discussão: Os hallazgos coincidem com estudos anteriores para mostrar uma independência funcional moderadamente associada ao tipo e nível de lesão. No entanto, a integração social não estava relacionada com a funcionalidade, o que sugeria a influência de factores socioculturais, como o estigma e o apoio social limitado.
Conclusões: A independência funcional foi moderada e associada a TME baixa e incompleta, não havendo relação com os fatores sociodemográficos e com a integração social. São necessárias abordagens de reabilitação integral que incluam factores clínicos e psicossociais para reforçar a integração na comunidade.
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