Hipoterapia e risco de quedas em idosos após AVC: um estudo de caso
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v82.119277Palavras-chave:
Idosos, terapêutica assistida por equinos, limitação da mobilidade, equilíbrio postural, acidente vascular cerebralResumo
Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade nos idosos, resultando em comprometimentos que afetam a sua independência. Entre estes comprometimentos, destacam-se as alterações do equilíbrio e da marcha, fatores que aumentam o risco de quedas. Neste contexto, a hipoterapia surge como uma intervenção de reabilitação que utiliza o movimento do cavalo para promover a resposta neuromuscular
juntamente com o controlo postural.
Objectivo: Determinar o impacto de um programa de hipoterapia no risco de quedas num idoso com AVC.
Metodologia: Estudo de caso único de um homem de 70 anos com hemiparesia secundária a um AVC hemorrágico, com avaliação pré e pós-teste utilizando a Escala de Tinetti como instrumento de avaliação do risco de quedas.
Resultados: Após a intervenção, o score de equilíbrio manteve-se inalterado, enquanto a dimensão da marcha apresentou um aumento de 3 para 8 pontos, com suporte estatístico pelo Índice de Mudança Fiável (IMC = 3,25). A pontuação global na escala aumentou de 14 para 19 pontos, permitindo que o participante fosse reclassificado de "alto risco" para "risco moderado" de quedas.
Conclusão: Neste estudo de caso, a hipoterapia esteve associada a uma diminuição do risco de quedas, particularmente através de alterações na dimensão da marcha, enquanto o equilíbrio estático se manteve inalterado. Dadas as limitações inerentes ao desenho de caso único, estes achados devem ser interpretados como evidências exploratórias que sugerem o potencial da hipoterapia como estratégia complementar, sem estabelecer uma relação causal definitiva.
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