A mobilidade activa e o desporto ao ar livre em Pontevedra como contraste sócio-desportivo no contexto espanhol
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v80.119387Palavras-chave:
Gênero, desporto ao ar livre, sociologia do desporto, ambientes de prática desportiva, gestão desportivaResumo
Introdução: A promoção de cidades ativas colocou a mobilidade pedonal e a utilização do espaço público para a prática desportiva entre as prioridades da saúde, mobilidade e desporto. Contudo, a caminhada e a prática de desporto ao ar livre não foram consideradas dimensões equivalentes.
Objectivo: Este estudo examinou descritivamente o contraste entre a mobilidade activa diária e os espaços para a prática desportiva em Pontevedra, no contexto espanhol recente.
Metodologia: Foi realizado um estudo secundário, quantitativo, descritivo-comparativo, baseado em estudos nacionais sobre hábitos desportivos, no Inquérito aos Hábitos Desportivos em Espanha e no Relatório de 2024 sobre Hábitos Desportivos da Câmara Municipal de Pontevedra. Foram analisados indicadores de mobilidade pedonal, prática desportiva regular, ambiente de prática, ginásios, clubes, prática guiada, género e barreiras percecionadas.
Resultados: Os resultados mostraram que Pontevedra apresentou uma elevada mobilidade pedonal e uma taxa de prática desportiva semanal superior às médias espanhola e galega. No entanto, a população que praticava desporto referiu exercitar-se com maior frequência em espaços interiores do que ao ar livre. O rácio entre espaços interiores e exteriores atingiu 1,64 em Pontevedra, face a 0,49 em Espanha e 0,60 na Galiza.
Discussão: Os resultados foram interpretados à luz da literatura que diferencia entre domínios da atividade física e ambientes de prática, e que alerta para o facto de a caminhabilidade não garantir necessariamente a apropriação do espaço exterior para a prática desportiva.
Conclusões: Conclui-se que uma cidade caminhável não é necessariamente equivalente a uma cidade orientada para o desporto ao ar livre. A mobilidade ativa, a prática regular de desporto e os ambientes de prática reais devem ser analisados como dimensões relacionadas, mas não intercambiáveis.
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