Tendências temporais (2006-2019) da atividade física em adolescentes residentes na cidade do Rio de Janeiro, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.47197/retos.v82.119417Palavras-chave:
Tendências temporais, exercício físico, determinantes sociais da saúde, adolescentes, BrasilResumo
Introdução: A monitorização epidemiológica contínua é vital para a análise de comportamentos em saúde; no entanto, continua a ser inadequado em países de baixo e médio rendimento. Os instrumentos globais carecem frequentemente de precisão local, o que torna necessárias ferramentas validadas e específicas para o contexto.
Objetivo: Estimar a prevalência e os fatores associados à participação em atividades físicas e desportivas (AFE) entre adolescentes dos 14 aos 15 anos no Rio de Janeiro em 2019, e investigar esta tendência ao longo do tempo em 2006, 2014 e 2019.
Metodologia: Foi realizado um estudo transversal com 1.240 estudantes em 2019. O questionário utilizado para avaliar a participação em AFE foi previamente desenvolvido e a sua reprodutibilidade validada em estudos anteriores entre 2006 e 2014, permitindo a avaliação de tendências temporais.
Resultados: A prevalência de participação em AFE em 2019 foi de 47,2%, significativamente associada ao sexo. Embora não tenham sido encontradas diferenças gerais entre 2006 e 2019 (p>0,05), a prevalência flutuou significativamente (p<0,05) ao longo do período: aumentou de 50,8% em 2006 para 56,6% em 2014, seguindo-se uma diminuição em 2019 (47,2%).
Discussão: Os resultados revelam uma tendência não linear, com as infeções sexualmente transmissíveis (IST) a atingirem o pico em 2014 antes de decaírem. O sexo manteve-se um fator correlacionado consistente em todos os períodos, enquanto o nível socioeconómico esteve associado às IST apenas em 2006 e 2014. Conclusões: A prevalência das IST diminuiu significativamente, regressando aos níveis observados há mais de uma década. Esta tendência decrescente, impulsionada por persistentes disparidades socioeconómicas e de género, exige políticas públicas urgentes e direccionadas para salvaguardar a saúde dos adolescentes e inverter este declínio.
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